terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

E tu para onde vais?...



When the stars go blue - The Corrs & Bono

[Bono] Dancing where the stars go blue
[Andrea] Dancing where the evening fell
[Bono] Dancing in your wooden shoes
[Andrea] In a wedding gown

[Bono] Dancing out on 7th street
Dancing through the underground
[Andrea] Dancing little marionette
[Both] Are you happy now?

Where do you go when you’re lonely?
Where do you go when you’re blue?
Where do you go when you’re lonely ? I’ll follow you…
[Bono] When the stars go blue (bluuuuue)
When the stars go blue (bluuuuue)
[Andrea] When the stars go blue (bluuuuue)
[Bono] When the stars go blue

Laughing with your pretty mouth
[Andrea] Laughing with your broken eyes
[Bono] Laughing with your lover’s tongue
[Both] In a lullaby

Where do you go when you’re lonely?
Where do you go when you’re blue?
Where do you go when you’re lonely ? I’ll follow you…
[Bono] When the stars go blue (bluuuuue)
When the stars go blue (bluuuuue)
[Andrea] When the stars go blue (bluuuuue)
[Bono] When the stars go blue

[Andrea] When the stars go blue (bluuuuue)
(bluuuuue) when the stars go (bluuuuue)

[Bono] When the stars go blue

[Both] Where do you go [Bono] when you’re lonely?
[Andrea] Where do you go when you’re blue yeah?
Where do you go when you’re lonely ? I’ll follow you…

Escrito por: Ryan Adams
Inserido no álbum “The Corrs Live In Dublin”

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Não tires o rebuçado à criança. Aquela criança que brinca num mundo de fantasia a que um dia pertence(re)mos. Deixa que ela pinte o céu ainda de azul e com um sol sorridente, e que arregale os olhinhos à procura de quem fala através do vento e que rebole satisfeita pela areia: "Olha sou um croquete!!". Deixa que ela te puxe carinhosamente os cabelos, que te tire os óculos (se tiveres) ou o nariz, tanto faz! Deixa que te abrace e em teu ombro adormeça, deixa que leve o ursinho velho, sujo para onde quer que for... Só por tudo isto não lhe roubes o rebuçado, não!

Joaninha 25/II/2008

sábado, 23 de fevereiro de 2008


Gosto de ti calada porque estás como ausente
e me ouves de longe, e esta voz não te toca.
Parece que os teus olhos foram de ti voando
e parece que um beijo fechou a tua boca.

Como todas as coisas estão cheias da minha alma
tu emerges das coisas cheias da alma minha.
Borboleta de sonho, pareces-te com a minha alma
e pareces-te com a palavra melancolia.

Gosto de ti calada e estás como distante
E estás como queixando-te, borboleta em arrulho.
E ouves-me de longe, e esta voz não te alcança:
vais deixar que eu me cale com o silêncio teu.

Vais deixar que eu te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
Tu és igual à noite, calada e constelada.
O teu silêncio é de estrela, tão longínquo e tão simples.

Gosto de ti calada porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se houvesses morrido.
Uma palavra então, um teu sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre porque não é verdade.

Pablo Neruda

Poema n.º 15
In Vinte Poemas de Amor
e Uma Canção Desesperada

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Um quadradinho de chocolate...


Chocolate no pão, chocolate no leite, chocolate para mexer o café, chocolate para depois do café, chocolate feito copo para beber ginjinha, chocolate para barrar, chocolate para fazer mousse, chocolate...
Chocolate desfazendo-se na boca.
Chocolate através da imagem fazendo crescer água na boca.

(António Campos Leal)


Afinal o Festival do Chocolate não é mais que uma boa desculpa para ir visitar essa linda vila histórica, eleita uma das sete maravilhas de Portugal, que abre as portas a todos os que se querem deliciar ou simplesmente passear!




Convido todos a dar um saltinho a Óbidos, ao Festival de Chocolate!!! Eu fui e gostei imenso!!!

http://www.festivalchocolate.cm-obidos.pt/

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Le Baiser du Trottoir


Robert Doisneau liked to refer to himself as a "pecheur d'images," a fisher of images. He immersed himself in his surroundings where he waited to catch the right shot. As one of the most famous French photographers of his day, Doisneau relied on his intuition rather than rational thinking. He took pictures based on his instinct at the moment they occurred.

In 1950 he included one of his photographs, The Kiss on the Sidewalk (Le Baiser du trottoir), in Life magazine. The photograph of a man and woman kissing on a populated street in Paris (by the Hotel de Ville) has become his most famous works. Not only does it represent love and romance, it also defines Paris as the city of love.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Ilusões!!!!






A genialidade de Maurits Cornelis Escher (1898-1972) deixa qualquer um sem palavras... confesso que discordo do que se lia num relatório da escola que Escher frenquentava aos 21 anos: "... a este jovem falta fantasia e ideias espontâneas, é demasiado pouco artista."

Bem as imagens acima falam por si!!!

Deixo algumas frases do Escher que achei interessantes:
"The things I want to express are so beautiful and pure"
"I could fill an entire second life with working on my prints."
"So let us then try to climb the mountain, not by stepping on what is below us, but to pull us up at what is above us, for my part at the stars"

O trabalho do artista holandês pode ser visto em Den Haag (Haia), na Holanda! Para quem acha que isso fica um pouco fora de mão talvez estes sites matem um pouco da curiosidade...

http://www.escherinhetpaleis.nl/
http://www.mcescher.com/

Já agora faz hoje um ano que parti nessa grande aventura rumo à Holanda, em Erasmus!!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Mais um cheirinho de música...

... mas desta vez, muito original!!!



The Vegetable Orchestra performs music solely on instruments made of vegetables. Using carrot flutes, pumpkin basses, leek violins, leek-zucchini-vibrators, cucumberophones and celery bongos, the orchestra creates its own extraordinary and vegetabile sound universe. The ensemble overcomes preserved and marinated sound conceptions or tirelessly re-stewed listening habits, putting its focus on expanding the variety of vegetable instruments, developing novel musical ideas and exploring fresh vegetable sound gardens.

What is so special in the sound of vegetable instruments

we believe that we can produce sound that cannot be (easily) produced by other instruments. you can hear the difference. it sometimes sounds like animals, sometimes just like abstract sounds.
we explored these abstract sounds in cd, which is inspired by electronic sounds featured in contemporary electronic music.


What do you do with the vegetables when you're done with them?

part of the vegetables which are left over after preparing the instruments go into the vegetable soup which is served to the audience after the concert.
part of the instruments and other remaining vegetables we give to the audience after the concert.
and another part goes into the organic waste.

Quem quiser saber mais: http://www.gemueseorchester.org/

Tem uns videos engraçados!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

To the real Jonathan Seagull, who lives within us all.


Aqui deixo um pequeno extracto de um livro que visitou o meu pensamento perante tão belo espectáculo de gaivotas esvoaçando pela linda avenida de Lagos no fim-de-semana passado…



“A dois quilómetros da costa, um barco de pesca fazia carícias nas águas, quando de súbito surge um bando de mil gaivotas lançando-se na luta pelos pedacinhos de comida. Uma gaivota solitária preferiu mergulhar nos espaços azuis do céu para treinar em busca da perfeição. Fernão Capelo Gaivota [na versão original, Jonathan Seagull] era o seu nome. O seu objectivo era a perfeição. Ele acreditava que uma gaivota não nasceu apenas para lutar por alimento, reduzindo a vida apenas nessa corrida descontrolada sem outra perspectiva. Queria voar mais alto, encontrar o desconhecido e bater o seu próprio recorde de velocidade e acrobacias no ar. As outras gaivotas não se preocupavam em aprender mais do que já sabiam. Sabiam voar da costa à comida, isso era bastante. Para elas o importante não era voar, mas comer. Fernão amava voar

Tradução do livro Jonathan Livingston Seagull

de Richard Bach

Versão Original http://www.lib.ru/RBACH/seagullengl.txt

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

O que dava jeito para vigiar exames...

Depois só tenho que arranjar uma forma automática de os corrigir...

terça-feira, 22 de janeiro de 2008


Gostei da foto simplesmente... nem sei de onde é mas que importa?!
Fez-me reviver sensações de criança em que o mundo é uma imensidão, em que tudo é grande, desconhecido, novo e tentadoramente misterioso!... Já lá vai o tempo em que andava perdida por corredores infinitos, a sentir o som da madeira em busca de um alçapão escondido, de uma passagem secreta por descobrir, num palácio de uma antiga rainha que curiosamente nasceu no mesmo dia que eu!!!... Boas recordações!!!

Logo hoje em que andei mais a pensar no futuro deixo aqui algo sobre o passado...

sábado, 19 de janeiro de 2008

O que cada um pode ser...

Acorda!!! Ainda vais a tempo de ser... o sonho de alguém antes de te conhecer... Transforma-te!! Regressa às origens e revive cada segundo, cada momento perdido! Anima cada um que passa por ti, conta histórias, sorri, relembra-te que um dia foste assim e que... ainda vais a tempo de ser um Homem perfeito!!!
Joaninha




... e começa a formar um homem, primeiro membro a membro, e depois feição por feição, até a mais miúda: ondeia-lhe os cabelos, alisa-lhe a testa, rasga-lhe os olhos, afila-lhe o nariz, abre-lhe a boca, avulta-lhe as faces, torneia-lhe o pescoço, estende-lhe os braços, espalma-lhe as mãos, divide-lhe os dedos, lança-lhe os vestidos; aqui desprega, ali arruga, acolá recama, e fica um homem perfeito, e talvez um santo que se pode pôr no altar.

in Sermão do Espírito Santo
Padre António Vieira

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

(E)TERNOS ABRAÇOS


Em meus ternos braços,
terás eternos abraços...
Se há braços, abraços ternos e eternos serão...

Marcial Salaverry

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

E que tal uma viagem ao mundo da Música...


Talvez interesse a quem é apaixonado pela Música ou deseja ser...


http://www.musica.gulbenkian.pt/cgi-bin/wnp_db_dynamic_record.pl?dn=db_musica_projecto_educativo_2007_2008_pt&sn=cursos_livres&orn=451


A vida é feita de nadas...

Semana difícl... exames para corrigir, matéria para estudar, vontade de estar com os amigos que precisam de apoio em momentos difíceis, notas para lançar... mas seguido de telefonemas que trazem sorrisos, mails que recordam que o nosso lugar no mundo é importante... Afinal, a vida é feita de pequenos nadas...

Bucólica

A vida é feita de nadas:
De grandes serras paradas
À espera de movimento;
De searas onduladas
Pelo vento;

De casas de moradia
Caídas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;

De poeira;
De sombra de uma figueira;
De ver esta maravilha:
Meu Pai a erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha.

Miguel Torga
in Antologia Poética

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Dias...

Entre dias um bocado monótonos e bastante chuvosos sempre aparecem uns raiozinhos de sol... momentos que sentimos que a distância diminui ainda que doa por vezes, ainda que custe... mas que mesmo assim vale a pena! Por isso, me lembrei deste poema que aqui deixo...

POEMA DO AMIGO APRENDIZ

Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu possa.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso: é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...

Fernando Pessoa

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

12 meses... 12 imagens...